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janeiro

18

Artigo afirma que o agronegócio salvou a balança comercial de um desastre em 2015

Postado por Arkétipo Agrocomunicação em Mercado Agrícola
Apesar de continuar sendo demonizado pela parte cega de certos movimentos sociais, foi mais um ano em que o agro salvou a economia brasileira, permitindo crescimento sustentável e distribuição de renda.
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Os especialistas Marcos Fava Neves e Rafael Bordonal Kalaki analisaram o ano de 2015 como pouco rentável à economia brasileira. Com a desvalorização da moeda e a crise política os negócios foram afetados, dando margem à preocupações diversas. Porém, segundo eles, o agronegócio foi o grande destaque, salvando o País de um “desastre”. Confira o artigo na íntegra a seguir.

Agro salva a balança comercial de um desastre em 2015

Marcos Fava Neves e Rafael Bordonal Kalaki

Se o ano de 2014, como dissemos em nosso artigo de janeiro de 2015, era um ano para esquecido na nossa história, 2015 então deveria ser extinto e apagado de vez. O Brasil retrocedeu. Ao contrário do que fez Juscelino Kubitschek, que tinha seu plano de meta “50 anos em 5”, nosso governo atual retrocedeu quase “50 anos em 5”. Os indicadores de nossa economia se deterioraram fortemente, o valor da nossa moeda despencou, retorno da inflação, o mar de lama na corrupção e crises políticas. Enfim, sofremos um grande baque neste 2015.

Neste quadro de derrotas para a sociedade brasileira, o agro voltou a nos salvar de um colapso, pois o desempenho das exportações foi extremamente positivo, trazendo US$ 88,2 bilhões ao Brasil. Mas este valor foi 8,8% menor que o de 2014 e o saldo foi de US$ 75,2 bilhões na balança comercial do agro, um valor também 6,2% menor que 2014.

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Corroborando a triste situação da economia brasileira, os demais produtos brasileiros fora do agro, apresentaram queda de 19,8% nas exportações de 2015 (US$ 128,4 bi em 2014, para US$  102,9 bi em 2015) e com esta queda, o agro teve uma participação nas exportações brasileiras de incríveis 46,2% (enquanto em 2014 essa participação era de 43,0%). Esta queda mostra como a indústria brasileira perdeu competitividade mundial, pois mesmo com um câmbio mais favorável, não consegue exportar.

A balança comercial brasileira, após déficit de US$ 4 bi em 2014, fechou 2015 com superávit de US$ 19,7 bi, uma boa recuperação. Se não fosse o agro, fecharíamos 2015 com a balança brasileira negativa em mais de US$ 55 bilhões. Foi mais um ano em que o agro salvou a economia brasileira, permitindo crescimento sustentável e distribuição de renda, programas sociais (que começaram a ser cortados), inclusão, apesar de continuar sendo demonizado pela parte cega dos ditos “movimentos sociais”, verdadeiros agentes de perpetuação do atraso e da miséria.

Os 10 produtos mais exportados pelo agro foram: soja em grãos, carne de frango in natura, açúcar de cana em bruto, farelo de soja, celulose, café verde, milho, carne bovina in natura, fumo não manufaturado e papel (Tabela 1). Juntos, estes 10 principais produtos foram responsáveis por US$ 63,8 bilhões em exportações (8,8% menor que em 2014), o equivalente a 72% das exportações do agro brasileiro. Dos principais produtos exportados, todos apresentaram queda nos seus preços médios.

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Neste 2015, os 10 produtos que mais aumentaram o valor das exportações em relação a 2014 foram respectivamente: milho (aumentou US$ 1,06 bilhão em relação a 2014), celulose (US$ 297,6 milhões) trigo (US$ 252,7 mi), papel (US$ 106,4 mi), óleo de soja em bruto (US$ 56,5 mi), pimenta piper seca, triturada ou em pó (US$ 52,7 mi), manteiga, gordura e óleo de cacau (US$ 47,4 mi), painéis de fibra ou de partículas de madeira (US$ 44,9 mi), feijões secos (US$ 31,5 mi) e amendoim em grãos (US$ 30,9 mi). Estes 10 juntos foram responsáveis por um aumento de aproximadamente US$ 1,98 bilhão nas exportações do agro de 2015.

Os 10 principais produtos que diminuíram o valor das exportações, ficando abaixo de 2014 foram: soja em grãos (queda de US$ 2,29 bilhões), açúcar de cana em bruto (US$ 1,55 bi), farelo de soja (US$ 1,18 bi), carne bovina in natura (US$ 1,13 mi), carne de frango in natura (US$ 662,2 milhões), café verde (US$ 485,7 mi), bovinos vivos (US$ 464,4 mi), outros couros/peles de bovinos curtido (US$ 357,7 mi), couros/peles bovinos preparados (US$ 314,4 mi) e fumo não faturado (US$ 298,1 mi). Juntos estes produtos contribuíram para a redução nas exportações comparadas com 2014 na ordem de US$ 8,73 bilhões.

Os 10 países que mais importaram agro brasileiro foram: China, Estados Unidos, Países Baixos, Alemanha, Japão, Rússia, Arábia Saudita, Itália, Coréia do Sul e Vietnã, conforme apresentado na Tabela 2. Juntos, estes 10 principais paises foram responsáveis por US$ 48,9 milhões (8,1% menor que em 2014), o equivalente a 55% das exportações do agro brasileiro.

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Os 10 principais países que mais cresceram suas importações do Brasil em 2015 foram: Vietnã (US$ 530,8 milhões a mais que 2014), Bangladesh (US$ 248,0 milhões), Irã (US$ 234,5 mi), Coréia do Sul (US$ 188,8 mi), Arábia Saudita (US$ 167,2 mi), Iraque (US$ 126,4 mi), Paquistão (US$ 117,0 mi), África do Sul (US$ 115,1 mi), Índia (US$ 111,3 mi) e México (US$ 102,9 mi). Juntos, foram responsáveis pelo aumento de US$ 1,94 bilhões nas exportações.

O Brasil também perdeu vendas em alguns mercados, com destaque para Rússia (US$ 1,39 bilhões a menos que 2014), Venezuela (US$ 1,15 bi), Países Baixos (US$ 1,13 bi), Hong Kong (US$ 1,10 mi), China (US$ 786,1 milhões), Alemanha (US$ 775,6 mi), Estados Unidos (US$ 533,1 mi), Angola (US$ 433,7 mi), Emirados Árabes (US$ 345,5) e Japão (US$ 330,9 mi). Juntos, estes países foram responsáveis pela diminuição de US$ 7,97 bilhões nas exportações brasileiras em relação a 2014.

As importações do agronegócio comparando-se 2014 com 2015 tiveram uma queda de 21,3%, totalizando US$ 13,8 bilhões. Dentre os produtos agro mais importados pelo Brasil estão: trigo (US$ 1,22 bilhões), papel (US$ 957,8 milhões), vestuário e outros produtos têxteis de algodão (US$ 923,1 mi), malte (US$ 410,9) e salmões vivos (US$ 375,6 mi).

Em 2015 acentuaram-se tendências já verificadas em 2013 e 2014 como uma diversificação nos mercados de destino das exportações. Destacaram-se nesse 2015 pelos seus crescimentos, principalmente os países do Oriente Médio e Ásia.

O que esperar para 2016? Temos o estímulo do câmbio (apesar de trazer melhores preços, também pressiona os custos. O preço do petróleo iniciou 2016 com queda, apesar do alto preço dos combustíveis que pagamos no Brasil, isto pode estimular o consumo das famílias no mundo, podendo refletir nos mercados de alimentos e até recuperação de preços das principais commodities puxados pelo consumo. Estamos na confiança e na nossa meta dos US$ 100 bi finalmente possa ser atingida. Quem sabe o atual Governo trabalhe para reduzir o custo Brasil, contribuindo com as exportações e a consequente geração e distribuição de renda. Mas não acreditamos!

Não podemos deixar de agradecer aos nossos produtores rurais, que trabalhando duro, mais um ano salvaram a sociedade brasileira de uma situação ainda pior, além de colocar comida no prato dos brasileiro e também de boa parte do mundo. Fica aqui o nosso muito obrigado.

Fonte: A.I., adaptado pela equipe feed&food.

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agribusiness, agronegócio, agricultura, pecuária, marketing, agrocomunicação, balança comercial